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domingo, 4 de outubro de 2009

Politicagem na Igreja

Alguns meses atrás aconteceu na Cidade de Vitória - ES, a Convenção Geral, da maior organização trinitária do Brasil. Logicamente que eu não fui, mas acompanhei todos os detalhes, pela mídia que reportou esse evento. Confesso que fiquei abismado, com algumas das coisas que li. Por exemplo, as disputas das chapas (que estavam concorrendo a presidência da convenção) estavam tão acirradas, que eles tiveram que colocar detectores de metais na entrada do ginásio, e câmeras para filmar, a fim de evitar fraudes e etc. Meu Deus, isso é coisa que se coloca em eleições de sindicatos ou disputas de torcidas organizadas. Nunca tinha visto isso antes em um encontro religioso! Por outro lado, isso é o que acontece quando a política entra na Igreja! Disputas tão ferrenhas, que os ânimos dos participantes se alteram, e dá-se lugar a sentimentos de violência (tudo porque há muita coisa em jogo e se faz de tudo para estar na cabeceira da mesa diretora). Acordos, pactos, ofertas... nada é proibido, quando o assunto é poder e dinheiro. Diferentemente de alguns, eu sou simpatizante da política. O jogo político para mim é um divertimento interessante. Eu gosto de acompanhar os tramites, e as artimanhas usadas para se aprovar um projeto ao algo parecido! Contudo, quero que fique claro, de que a política não tem espaço ou vez, na Igreja de Cristo! Justamente, pelo fato de que na obra de Deus, não se pode vender, trocar ou negociar as coisas espirituais. Oferecer cargos, diluir a doutrina, prometer mudanças estatuárias, para ganhar votos e simpatia é inadmissível na Igreja. Eu até entendo coisas desse tipo acontecer em Brasília, mas não numa convenção geral de uma organização religiosa. Já ouvi falar até de policia, em algumas reuniões de Igrejas... que vergonha, mas isso é o que acontece, quando a política entra na religião (quando a voz do povo, fala mais alto que a voz de Deus). Sim, eu sei que temos que ter regimentos internos, estatutos, e a lei requer a realização de assembléias gerais, mas eu acho que devemos copiar a reunião Apostólica, que aconteceu em Atos nos primeiros capítulos. Reuniões, seguidas de oração e a busca da vontade de Deus. Tem certas coisas que não se deve escolher na base do voto popular, pois quando isso acontece, abre-se uma porta para a corrupção. A obra de Deus não é baseado na popularidade das pessoas, nem do seu carisma... precisamos de lideres espirituais! Essa semana, fui informado de outra convenção para eleger outra mesa diretoria em outra organização religiosa e mais uma vez, fui informado pelos participantes, da movimentação nos bastidores para eleger esse, aprovar isso ou aquilo! Será que esse é o sistema que Deus quer para governar a sua Igreja? Eu suspeito que não. Deus nos livre, do mal e dos danos que a política causa a tua obra!
Robert Cleveland Lambeth

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